A SENCE

A Secretaria Nacional de Casas de Estudantes é um movimento social autônomo, independente e apartidário (mas não antipartidário) que se organiza de forma horizontal (sem direções centralizadas) através de colegiado.

Formada nos encontros nacionais, composta pelas/os coordenadoras/es eleitas/os no encontro regional, sendo 05 representantes de cada região.

Composta por Coordenadoria: Administrativa; de Cultura; de Finanças; de Comunicação; de Política; e Diversidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

SENCENNE cordenação 2009-2010 contatos

Coordenação Regional Geral:
Danilo (UFS) danilokamarov@gmail.com
(79) 9808-1838

Leidivaldo (UFS) tabareuletras@yahoo.com.br
(79) 8102-4752


Coordenação de Finanças:
Hermes (UFBA) hermesufba@yahoo.com.br
Ana (UNEB) anateresafs@yahoo.com.br

Coordenação de Comunicação:
Idayana (UFPE) idayana13@yahoo.com.br
Luanda (UFRN) luandasence@yahoo.com.br

Coordenação de Política:
Luis (UNEB),
Pedro Erton(UFRN)

Coordenação de Cultura:
Kleberson (UFS), rocksertao@yahoo.com.br
Kelvi (UFC), kelvievamiranda@yahoo.com.br
Gleiciane (UFS), gleiciane.rds@hotmail.com

Coordenação de Combate às Opressões:
Marcelo (UNEB),
Maria Valéria (UFPB), mariavaleria.dasilva@yahoo.com.br
(83) 87301750.

Vitor Blan FEOP (UFPB)

Coordenação de Nacional:
1.Danilo (UFS), 2.Luis (UNEB) e 3.Idayana (UFPE)
Suplentes:
1.Kelvi (UFC) e 2.Pedro Erton (UFRN)

Cine Ditadura UFRB

Cartaz

Projeto

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Centro de Artes Humanidades e Letras
Casa dos Estudantes Peixes do Paraguaçu

CINE DITADURA


PROPONENTES:
ADRIANO BATISTA PAIXÃO DO LAGO- ACADÊMICO DE HISTÓRIA
HEBER JOSÉ FERNANDES DE OLIVEIRA- ACADÊMICO DE HISTÓRIA
MAURICIO QUADROS DA MOTTA- ACADÊMICO DE HISTÓRIA
SANDRINE DA SILVA SOUZA- ACADÊMICO DE COMUNICAÇÃO
SÉRGIO AUGUSTO MARTINS MASCARENHAS - ACADÊMICO DE HISTÓRIA
WLAMIR NASCIMENTO DOS S. JUNIOR – ACADÊMICO DE HISTÓRIA

Projeto de extensão sob orientação da Profª. Drª Lucileide Cardoso Cachoeira

Agosto 2009


SUMÁRIO
1-JUSTIFICATIVA...................................................................................3
2-HIPÓTESE..............................................................................................4
3-OBJETIVO..............................................................................................4
3.1-GERAIS................................................................................................4
3.2-ESPECÍFICOS.....................................................................................4
4-METODOLOGIA...................................................................................5
5-RESULTADOS ESPERADOS...............................................................6
6-FILMOGRAFIA......................................................................................6
7-BIBLIOGRAFIA.....................................................................................6
8-ANEXO..................................................................................................10
9-CRONOGRAMA.................................................................................14

JUSTIFICATIVA
A abertura da residência estudantil e do CAHL à comunidade em geral, nos horários específicos, através da exibição de filmes proporciona aproximação entre a UFRB e a comunidade do Recôncavo exercendo o papel social que compete a instituição.

O projeto tem como objetivo conhecer melhor este período, ditadura militar no Brasil, e concomitantemente analisar os impactos políticos, sociais e econômicos na atualidade.

O cinema como fonte histórica ou a serviço da história como forma de mais um mecanismo de compreensão do passado não é algo novo. Muitos historiadores já se dedicaram ao estudo da temática na tentativa de criar os meios, os métodos e as formulações teóricas que permitam utilizar não só o cinema, mas outros tipos de fontes para a pesquisa histórica.

Ciro Flamarion Cardoso e Ana Maria Mauad1 apontaram que a discussão teórica e metodológica que legitima o uso de imagens e de filmes como fontes históricas não é algo novo, já existem desde o século XX. Segundo eles, no momento em que surgiu a crítica a história tradicional, ou a história “positivista”, aumentou-se também o leque de fontes em que o historiador podia utilizar em sua pesquisa. Neste sentido, os historiadores não estavam mais presos aos textos e aos documentos oficiais, podiam utilizar de diversas fontes, buscando construir a história a partir de todos os vestígios possíveis.

Nessa perspectiva, é interessante ressaltar a grande importância e contribuição que a Escola dos Annales proporcionou a historiografia no sentido de terem promovido uma verdadeira revolução no que tange a utilização de novas fontes, novos métodos e novas perspectivas para a pesquisa em história. A revolução historiográfica realizada por Marc Bloch e Lucien Febvre, quebrou as barreiras e os preconceitos que existiam entre o pesquisador e as fontes, o que acabou abrindo as portas para a utilização do cinema como uma fonte de pesquisa e como objeto a ser estudado.

O filme como documento histórico na verdade varia fundamentalmente em dois pontos: a concepção de história do pesquisador e o valor intrínseco do documento.

Para Flamarion e Mauad2, sempre que se trabalhar com o filme deve-se discutir a relação existente entre o filme como obra prima e como uma forma de percepção da realidade, seja ela uma realidade inventada, ou seja, uma realidade que se pretenda ser imparcial, porém carregada de uma ideologia e de um filtro social. Para eles, o historiador deve inserir o filme no mundo, dentro do contexto social que ele foi produzido ou que ele tenta passar com mensagem através de signos.

HIPÓTESE
A análise fílmica associada à bibliografia sugerida, possibilita uma melhor compreensão acerca das possibilidades de uso do cinema como fonte histórica. A hipótese principal a ser trabalhada é que, por meio da exibição de filmes que abordam a ditadura militar no Brasil, é possível discutir como problemas atuais são retratados nos Anos de Chumbo.

OBJETIVOS
Os objetivos gerais do projeto consistem em:
Aproximar a UFRB da comunidade do Recôncavo.
Fomentar discussões a partir da exibição de filmes acerca da ditadura militar no Brasil.

Os objetivos específicos consistem em:
Discutir aspectos da ditadura militar a partir do cinema.
Debater o uso do cinema como fonte histórica.

METODOLOGIA
Será exibido uma filme por mês durante o semestre letivo com a presença de convidados, especialista ou que vivenciou o período, para fomentar o debate. Todas as discussões serão registradas através de filmagens, fotografias e entrevistas, com um relatório mensal.

Quando se vai analisar um filme, a questão central que se coloca para o historiador que quer trabalhar com a imagem cinematográfica diz respeito exatamente a este ponto: o que a imagem reflete? Ela é a expressão da realidade ou é uma representação? Qual o grau possível de manipulação da imagem? Por ora, essas perguntas já nos são úteis para indicar a particularidade e a complexidade desse objeto, que hoje começam a ser reconhecidas3.

Para Cristiane Nova4, ao analisar um filme, devemos observar se ele se constitui de uma fonte primária ou de uma fonte secundária. O filme se apresenta como fonte primária quando estamos interessados em analisar a sociedade que o produziu, ou seja, quando estamos interessados em estudar a sociedade, e não o filme em si. Mas o filme pode ser utilizado como fonte ou documento secundário, quando nosso interesse é estudar a sociedade que o filme retrata. Na análise primária existe uma leitura histórica do filme, enquanto na análise secundária existe uma leitura cinematográfica da história.

Neste processo, a análise do filme se divide em três etapas. A primeira etapa é identificar aquilo que está explícito no texto, ou seja, aquilo que o filme quer mostrar de forma aberta, ou aquilo que está claro. A segunda etapa é identificar aquilo que está implícito, ou seja, aquilo que o filme não mostra claramente, o que está por trás. A terceira e mais difícil análise, se constitui em identificar aquilo que é inconsciente no filme, ou seja, o que passou despercebido pelos produtores e diretores do filme, e que proporcionou uma discussão, mesmo não sendo a idéia central do filme. Vale lembrar, que em qualquer análise o analista deve se afastar dos seus preceitos ideológicos, a fim de ser o mais imparcial possível de sua análise.

RESULTADOS ESPERADOS
Aproximação da UFRB com a comunidade do Recôncavo focando o papel social da instituição na região. Conscientização da importância do passado na constituição do presente, além de um melhor entendimento do tema proposto. Os filmes mostram-se como ricas fontes, tanto como primária, na qual analisamos a sociedade que o produziu, como secundária, na qual analisamos a sociedade retratada. Desta forma, ao mesmo tempo que analisamos, produzimos também fontes, quer seja nas atividades em conjunto, quer seja nas entrevistas, as quais o público coloca suas interpretações e seus anseios no presente. O trabalho torna-se fonte para, no futuro, ser mensurado o grau de atividades, juntamente com as dificuldades, que a UFRB realizou/enfrentou.

FONTES: Filmografia da Ditadura Militar

Filmes sobre a ditadura
Zuzu Angel; Sergio Rezende, 2006.
Pixote – a lei do mais fraco; Hector Babenco, 1980
Prá Frente Brasil, de 1983.
Ação entre Amigos; Beto Brant, 1998.
Barra 68, Sem Perder A Ternura; Vladimir Carvalho, 2000.
Bom Burguês, O; Oswaldo Caldeira, 1979.
Bye Bye Brasil; Cacá Diegues, 1979
Cabra Marcado Para Morrer; Eduardo Coutinho, 1964/84.
Eles não Usam Black-Tie; Leon Hirszman, 1981.
Hora e a Vez de Augusto Matraga, A; Roberto Santos, 1965.
Jango; Silvio Tendler, 1984.
Lamarca; Sérgio Rezende, 1994.
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia; Hector Babenco, 1977.
Nunca Fomos Tão Felizes; Murilo Salles, 1983.
Pra Frente, Brasil; Roberto Farias, 1983.
Que Bom Te Ver Viva; Lúcia Marat, 1989.
Que É Isso, Companheiro, O; Bruno Barreto, 1997.
Terra Em Transe; Glauber Rocha, 1967.
Cabra-cega; Toni Venturi, 2005.
Desafio; Paulo César Saraceni, 1965.
Feliz ano velho; Roberto Gervitz, 1988.
Batismo de Sangue; Helvécio Ratton, 2006.
Alma Corsário; Carlos Reichenbach, 1994.
O ano em que meus pais saíram de férias; Cao Hamburger, 2006.
Lamarca; Sergio Rezende, 1994.
Sonhos e Desejos; Marcelo Santiago, 2006.
Bio Lessa – (empresários envolvidos na OBAN)

Documentários sobre a ditadura
Que Bom Te Ver Viva; Lúcia Marat, 1989.
Cabra Marcado Para Morrer; Eduardo Coutinho, 1964/84.
Muda Brasil; Oswaldo Caldeira, 1985.

BIBLIOGRAFIA
CARDOSO, Ciro Flamarion e MAUAD, Ana Maria. “História e Imagem: Os exemplos da fotografia e do cinema” In. CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2007.
KORNIS, Mônica Almeida. História e Cinema: um debate metodológico. 1992.
NOVA, Cristiane. “O cinema e o conhecimento da História” In: Revista O olho da História. Salvador: Revista de História Contemporânea.

LIVROS E ARTIGOS SOBRE O PERÍODO
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e Oposição no Brasil: 1964-1984. Trad. de Clóvis Marques. Petrópolis, Vozes, 1984.
ARNS, Dom Paulo Evaristo. (Prefácio). Brasil: Nunca Mais. Petrópolis, Vozes, 3a. ed., 1985.
BETTO, Frei. Batismo de Sangue: os Dominicanos e a Morte de Carlos Marighella. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2a. ed. 1982; 3a. ed. 1982, 1a. ed. 1982.
DREIFUSS, René Armando. 1964: A conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Estado. Petrópolis, Vozes, 1981.
FICO, Carlos. Como eles agiam. Os Subterrâneos da Ditadura Militar: espionagem e polícia política. Rio de Janeiro/São Paulo. Editora Record, 2001.
CARDOSO, Lucileide Costa. “Construindo a Memória do Regime de 1964” in Brasil - 1954 - 1964 - Revista Brasileira de História, vol. 14; nº 27. SP . ANPUH - Editora Marco Zero. São Paulo, 1994. Páginas 179 a 196.
GABEIRA, Fernando. O que é Isto Companheiro?. Depoimento. RJ., Ed. Codrecri, 1979, 190p. (Col. Edições do Pasquim, v.66).
GÁSPARIN, Elio. A Ditadura Envergonhada. Vol 1. São Paulo. CIA das Letra, 2003.
______________. A Ditadura Escancarada. Vol 2. São Paulo. CIA das Letras, 2003
GORENDER, Jacob - Combate nas trevas. A esquerda brasileira: das ilusões perdidas à luta armada. São Paulo, Ática, 1987.
___________________. ___________________. Rememória: Entrevistas sobre o Brasil do século XX Coletânea de Depoimentos. São Paulo, Fundação Perseu Abramo.
REIS FILHO, Daniel Aarão. Um passado imprevisível: a construção da memória da esquerda nos anos 60". IN VERSÕES E FICCÕES: O Sequestro da História. São Paulo, Fundação Perseu Abramo, 1997.
___________________________. Ditadura Militar, Esquerdas e Sociedade. Rio de Janeiro, J. Zahar Editora, 2000.
RIDENTI, Marcelo Siqueira. O fantasma da revolução brasileira. São Paulo. Editora da Universidade Estadual Paulista, 1993.
_______________________. Em Busca do Povo Brasileiro – artistas da revolução, do CPC à era da TV. Rio de Janeiro. Record, 2000.
SKIDMORE, Thomas. De Castelo a Tancredo. RJ., Paz e Terra, 1988.
TOLEDO, Caio Navarro de (Org.). 1964: Visões Críticas do Golpe; Democracia e Reforma no Populismo. Campinas, SP. Editora da UNICAMP, 1997.
TOLEDO, Caio Navarro de. O Governo Goulart e o Golpe de 1964. S.P., Brasiliense, 1982. Col. Tudo é História.
VENTURA, Zuenir. 1968: O Ano que não Terminou (A Aventura de uma Geração). RJ. Nova Fronteira, 1988.

1 CARDOSO, Ciro Flamarion e MAUAD, Ana Maria. “História e Imagem: Os exemplos da fotografia e do cinema” In. CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2007.
2 Idem, 2007
3 KORNIS, Mônica Almeida. História e Cinema: um debate metodológico. 1992
4 NOVA, Cristiane. “O cinema e o conhecimento da História” In: Revista O olho da História. Salvador: Revista de História Contemporânea.

ANEXO

Batismo de Sangue
São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Ficha Técnica
Título Original: Batismo de Sangue
Gênero: Drama
Duração: 110min.
Lançamento (Brasil): 2007
Distribuição: Downtown Filmes
Direção: Helvécio Ratton
Roteiro: Dani Patarra e Helvécio Ratton
Produção: Helvécio Ratton
Co-produção: Quimera Filmes e V&M do Brasil
Música: Marco Antônio Guimarães
Fotografia: Lauro Escorel
Direção de arte: Adrian Cooper
Figurino: Marjorie Gueller e Joana Porto
Edição: Mair Tavares

No Olho do Furacão

No Olho do Furacão não é um filme sobre as questões políticas do final dos anos 60, sobre as ações armadas da guerrilha, sobre a violência da repressão. É um documentário sobre a história interior dos militantes. O que o filme busca é investigar como eles viviam na clandestinidade: seu cotidiano, sua vida pessoal, seus amores, suas crenças, seus medos, seus gestos. Um olhar penetrante na vida e na intimidade dos jovens que enfrentaram e se sacrificaram na guerra contra a ditadura militar.

No olho do furacão (Brasil, 2002, cor, 52min) direção: Renato Tapajós e Toni Venturi

O que é isso companheiro?


Em 1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.


Ficha Técnica
Título Original: O Que É Isso, Companheiro?
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1997
Estúdio: Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas / Filmes do Equador /
Pandora Cinema / Quanta / Sony Corporation of America
Distribuição: Miramax Films / Riofilmes
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Leopoldo Serran, baseado em livro de Fernando Gabeira
Produção: Lucy Barreto e Luiz Carlos Barreto
Música: Stewart Copeland
Fotografia: Félix Monti
Desenho de Produção: Marcos Flaksman e Alexandre Meyer
Figurino: Emilia Duncan
Edição: Isabelle Rathery
Efeitos Especiais: DVC Arte & Técnica / Farjalla

Hercules 56

Documentário sobre a luta armada contra o regime militar, focado no seqüestro do embaixador Charles Elbrick, ocorrido na semana da Independência de 1969. Em troca do diplomata, foi exigida a divulgação de um manifesto revolucionário e a libertação de 15 presos políticos, representantes de todas as tendências que combatiam a ditadura. Banidos do território nacional e com a nacionalidade cassada, foram conduzidos ao México no avião da FAB Hércules 56.

  • (Hércules 56)
  • ano de lançamento ( Brasil ) : 2007
  • direção: Sílvio Da-Rin
  • atores: Agonaldo Pacheco , Flávio Tavares , José Dirceu de Oliveira , José Ibrahin , Maria Augusta Carneiro Ribeiro
  • duração: 01 hs 34 min

Lamarca


Crônica dos últimos anos na vida do capitão do exército Carlos Lamarca (Paulo Betti) que, nos anos da ditadura, desertou das forças armadas, e passou a fazer oposição, tornando-se um dos mais destacados líderes da luta armada.



Informações Técnicas
Título no Brasil: Lamarca
Título Original: Lamarca
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Classificação etária: 14 anos
Tempo de Duração: 129 minutos
Ano de Lançamento: 1994
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Paramount
Direção: Sérgio Rezend


CRONOGRAMA
-Batismo de Sangue, dia 12-11-09 às 19 h no auditório do Leite Alves;
-O que é isso companheiro?, dia 26-11-09 às 20 h na Casa dos Estudantes Peixes do Paraguaçu;
- Hercules 56, dia 10-12-09, às 20 h no auditório do Leite Alves;
- Lamarca, dia 17-12-09, às 20 h na Casa dos Estudantes Peixes do Paraguaçu;
- Eles não usam Black Tie, dia 14-01-10, às 20 h no auditório do Leite Alves.

1 CARDOSO, Ciro Flamarion e MAUAD, Ana Maria. “História e Imagem: Os exemplos da fotografia e do cinema” In. CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2007.
2 Idem, 2007
3 KORNIS, Mônica Almeida. História e Cinema: um debate metodológico. 1992
4 NOVA, Cristiane. “O cinema e o conhecimento da História” In: Revista O olho da História. Salvador: Revista de História Contemporânea.

_____________
Enviado por Sergio Augusto na lista nacional da Sence
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

domingo, 10 de janeiro de 2010

UNIPAMPA assume Secretaria Geral do FONAPRACE





No período de 06 a 09 de outubro, a coordenadora de Assistência Estudantil da Universidade Federal do Pampa, UNIPAMPA, Campus São Borja, Eliana Cogoy, participou do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis e Comunitários (FONAPRACE) que aconteceu na Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A pauta da reunião, no dia 06, foi a preparação para a Plenária Nacional do FONAPRACE.

A UNIPAMPA assumirá a Secretaria Geral do FONAPRACE da Regional Sul, que inclui, além do Rio Grande do Sul, os estados de Santa Catarina e Paraná. O resultado foi decidido por unanimidade de votos e por indicação do grupo de gestores da área de Assistência Estudantil. A Coordenação da Regional Sul ficou com a UFPEL; a vice-coordenação com a UFSC.

O próximo Fórum Regional previsto para abril de 2010 será sediado na UNIPAMPA, conforme proposta que foi articulada com a Pró-Reitora Laura Fonseca, sendo a proposição aprovada por aclamação de todos os gestores. A meta do Fórum, é trabalhar a sistematização de uma proposta de política de assistência ao estudante que garanta o acesso, permanência e conclusão de curso nas Instituições Federais do Ensino Superior (IFES).

Postado por:
Idayana Marinho
Coordenação de Comunicação da SENCENNE
Casa da Estudante Universitária (CEU-F/UFPE)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Residentes formanda/os (UFS 2009/2) Convites de formatura


Edson - Geografia


Andréia
Luciano

Tentando produzir um texto, que mais tarde seria um artigo sobre a Assistência Estudantil da UFS, iniciamos uma discussão sobre o papel da assistência estudantil e das ações afirmativas. Isso no ano de 2007. O ponto principal era o seguinte: qual o papel dessas políticas? A resposta parecia óbvia: garantir a permanência de estudantes de origem popular no ensino superior. Mas, apesar de encontrarmos essa justificativa em vários textos, documentos, falas, etc, foi percebido um problema: por que fazer referência apenas à permência, quando o objetivo é a conclusão?

É daí que trazemos a expressão "permência com qualidade e conclusão com sucesso ".

Lembrei disso na campanha para o Conselho de Residentes da UFS, onde uma das propostas da gestão é valorizar a conclusão das/os estudantes residentes.
E lembrei mais ainda quando recebi esses convites.

Parabéns a todas e todos residentes!

danilo, feop/se
sencenne coord. regional

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Carta de Apoio às moradoras e
moradores de Casas de Estudantes do Piauí


“Depois de doze anos pude rever o lugar onde residi quando estudante secundarista. Ao longe avistei a Casa do Estudante do Piauí (CEPI). Não foi possível conter a emoção, pois a casa velha com seu tom acinzentado para mim tem significância. Foi justamente nela que meus sonhos de estudante do interior começaram a se concretizar. Foi ali que compreendi de fato a importância da educação. Foi ali que aprendi valores como encorajamento, solidariedade, partilha (Alexandre Rocha- Mestre em Ciência Política pela UnB)”



O Movimento de Casas de Estudantes do Norte-Nordeste representado, a nível destas regiões, pela SENCENNE – Secretaria Nacional de Casas de Estudantes Regional Norte-Nordeste vem por meio desta Carta expressar a profunda lástima sentida pelas/os estudantes no que concerne às Políticas Públicas de Assistência Estudantil no Estado do Piauí. Visto que no dia 17 de dezembro de 2009, foi comunicado à Secretaria que três (3) residências do estado seriam fechadas e as/os estudantes teriam que se retirar até o dia 20 do mesmo mês, devido à justificativa do governo estadual de não possuir recursos para pagar o aluguel das residências. No entanto, segundo a Constituição Federal Brasileira em seu Capítulo II, Art.6 : ”dentre os direitos sociais do cidadão estão a educação e a moradia”. Ainda nesse mesmo capítulo, mas no Art. 23, inciso V é dito que: “É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência”. E em seguida no Art.24, inciso IX se fala que: “Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a educação, cultura, ensino e desporto”.
Já no Cap. III em seu Art. 205 é claramente falado que: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". E no Art. 206, inciso I diz-se que: “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.
A Política de Cotas nas Universidades, a Universidade Aberta do Brasil, bem como PROUNI e o novo ENEM criado pelo Governo Federal tenderão a aumentar a procura pelas Casas dos Estudantes no Piauí, já que muitas/os das/os estudantes que procurarão a casa do estudante são de Origem Popular. No entanto, a decisão tomada pelo atual Governador do Estado, Wellington Dias, juntamente com Sr. Secretário da Educação Antonio José Medeiros, desfavorece as/os residentes que vivem atualmente na residência, bem como impedirá que mais estudantes tenham acesso a essas três residências que serão impedidas de funcionarem.

Vale lembrar que as residências do Piauí servem também de moradia para estudantes secundaristas, vindo do interior que não tem condições de custear uma moradia para residir na cidade, e com a medida tomada pelas “autoridades” estes estudantes terão que abdicar de seus estudos e voltarem para as suas cidades de origem de mãos vazias, simplesmente porque o Governo do Estado disse que não há recursos suficientes para garantir a moradia desses/as cidadãos/ãs. Mas esse recurso num já é garantido pela Constituição quando a mesma cita que é dever da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios garantir condições para o acesso e a permanência à escola? Então, como é que essas/es estudantes podem continuar com seus estudos se o estado do Piauí não os/as acolhe como lhes é de direito perante a Constituição Federal e as Leis de Diretrizes e Bases da Educação.

Perguntamo-nos com isso: será que o governo Federal cria e mantém todos esses programas, bem como a universidade Federal e Estadual, sem pensar em manter um programa sólido, sensato e bem estruturado no que concerne a Assistência Estudantil?
Será que não está na hora do Governo do Piauí se articular com o Ministério da Educação e com os gestores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e da Universidade Estadual do Piauí, para que esse sistema seja melhor organizado dentro da esfera da educação?

Nós acreditamos que não se deve perder tempo esperando-se a “boa vontade” desses representantes, por isso só queremos que seja dada às/aos estudantes do Piauí o que é delas/es por direito, visto que deles/as está sendo retirado a moradia, a oportunidade de concluir os seus estudos, de dar uma retribuição à sociedade de parte dos recursos que disponibilizou ao Estado. A SENCENNE repudia veementemente a postura tomada pelo Governo do Estado do Piauí, pois este ato se mostrou contrário às boas práticas de Políticas Públicas para a assistência Estudantil e para o acesso à educação aqueles estudantes de baixa renda à Escola e à Universidade.

Além disso, a SENCENNE entende que a atitude do Secretario da Educação juntamente com o Governador, contraria o Regimento da Secretaria Estadual da Educação e Cultura do Piauí, visto que uma de suas finalidades conforme exposto nesse documento é assistir ao estudante pobre (art.1, inciso VIII) e ainda diz que é: "organizar, manter, desenvolver e supervisionar os órgãos e instituições oficiais da educação escolar (art.1, inciso IX)".

As/Os estudantes de todo Brasil lutaram e lutam por políticas mais amplas de assistência, por isso se organizam a nível Regional e Nacional, bem como procuram manter uma ponte de diálogo com órgãos como o FONAPRACE (Fórum Nacional de Pró-Reitores para Assuntos Comunitários e Estudantis) para que as Políticas de Assistência Estudantil sejam melhores empregadas. Muitas vezes, o canal de diálogo não funciona seja com o FONAPRACE, seja com nossas universidades, ou mesmo com representações do Executivo. E então nós estudantes precisamos nos articular para que não tenhamos nossos direitos retirados, isso porque enxergamos as casas de estudantes como um quesito fundamental para a conclusão dos estudos, já que as mesmas democratizam a manutenção dos/as estudantes na escola e na universidade.

Se o FONAPRACE disse em 2004, que a demanda é maior do que a oferta de casas de estudantes porque o Governo do Piauí toma uma decisão de fechar três casas dos estudantes.
A luta das/os estudantes moradores de Casas de Estudantes do Piauí pelo direito à educação e à Assistência Estudantil é uma luta de todos e todas nós que buscamos uma sociedade justa e que fazemos parte do Movimento de Casas de Estudantes a nível Norte-Nordeste.


Abraços e força na luta.


Idayana da Costa Marinho
(Coordenação de Comunicação da SENCENNE);

Danilo Kamarov
(Coordenação Regional da SENCENNE);
Anselmo Nicoski
(Casa do Estudante do Paraná);
sencenne@gmail.com

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Encaminhamentos do Pré-ENCE (UFRJ) 30/10 a 02/11 de 2009

Secretaria Nacional de Casas d@s Estudantes
Coordenação de Comunicação da SENCENNE
Pré - Encontro Nacional de Casas d@s Estudantes
(Pré-Ence/UFRJ)

XXXIV ENCE
ENCONTRO NACIONAL DE CASAS DE ESTUDANTES
18 a 23 de abril de 2010, CUIABÁ (MT)

Rio de Janeiro, 30 de outubro a 02 de novembro 2009


PROGRAMAÇÃO




RELATÓRIO DO PRÉ-ENCE


Tema: "A Universalização das Políticas Públicas e PNAES: e eu cu’isso?!”

Peíodo: 18/04 a 23/04/10


  • Palestrantes da Mesa Solene de Abertura

  1. FONAPRACE;

  2. Reitor da UFMT;

  3. MEC;

  4. Ex-morador;

  5. COENCE-SENCE.


  • Palestrantes da Mesa 1 – A Assistência que temos e a Assistência que queremos

1. Palestrante sobre Políticas Públicas- Sarah Graneman;

2. Palestrante sobre Conjuntura Internacional, Nacional e Regional- Haroldo;

3. Coord. Regional da SENCENNE- Danilo Kamarov


  • Palestrantes da Mesa 2 – Contexto das Casas Autônomas, Estaduais, Municipais, Privadas, Filantrópicas e Repúblicas

  1. Profa. Rita de Cássia- Pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFPR; 18 votos

  2. Representante de casa autônoma (Presidente da CEU do PR); 16 votos

  3. Frederico- estudante da UFBA- representante da Associação de Casas de estudantes da BA (ACEB’s). 12 votos


  • Palestrantes da Mesa 3 - Inclusão onde e para quê: Modelo de Educação e Auxílio Permanência na Universidade

  1. Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis UFMT;

  2. Prof. Ivo Tonet- Educação enquanto processo de emancipação humana (UFAL);

  3. Representante da SENCE ou COENCE;


* Grupos de Discussão

  1. Como operacionalizar a permanência: Políticas Públicas, estratégias de criação e ampliação de vagas nas Casas;

  2. PNAES;

  3. Regimento Interno Disciplinar Estudantil nas universidades;

  4. Como despertar o interesse pelos Movimentos Sociais e a descriminalização dos mesmos?

  5. Qual o papel da SENCE dentro do Movimento de Casas e como resgatar os residentes para o Movimento de Casas?

  6. Casas municipais, estaduais e federais;

  7. Casas autônomas, filantrópicas, particulares e repúblicas;

  8. Estatuto: Pré-Ence e o que é uma casa de estudantes;

  9. Vivência;

  10. Diversidade: gênero, etnia e religião;

  11. Vestibular Unificado;

  12. Acessibilidade, Desenho Universal;

  13. Creches;

  14. Reuni;


* Oficinas definidas

  1. Drogas; Antônio da UnB

  2. Movimento Estudantil- Conexões de Saberes; Wanderson- UFRJ

  3. Proposta do Geraldo; UFPR

  4. Estudo sobre os aspectos jurídicos das fundações, associações,ONG’s,etc.; Giovanni- UFRJ

  5. Formalização do Domínio e da hospedagem do site da SENCE; Alexandre- UFRJ

  6. Associação dos ex-componentes do ENCE; Ciro- UFRJ

• DELIBERAÇÕES
1. As Oficinas realizar-se-ão na sexta-feira de manhã;
2. Não haverá tempo limite para as culturais;
3. Um dia para a cultural das delegações e a COENCE fica responsável por organizar ou mesmo encaminhar os demais dias para a cultural;
4. 20 min para cada debatedor com meia hora de debate para a mesa de abertura;
5. A mesa de abertura será composta por 5 pessoas e as demais por 3;
6. Caso algum participante que não seja algum estudante não comparecer dever-se-á deixar a cadeira em branco, porém a COENCE autonomia;
7. Haverá certificação para as culturais;
8. Que os Baners fiquem em lugar de fácil visibilidade e acesso. Salientando que poderão estar no mesmo lugar da Plenária;
9. Dever-se-á ser garantido o certificado para os trabalhos expostos e o mini-curso, bem como deve-se formular modelo para o mesmo;
10. Os residentes que apresentarem trabalhos no encontro terão direito ao certificado;
11. Só receberá certificado aqueles(as) que tiverem no mínimo 75% de freqüência, sendo que as mesmas serão controladas pela COENCE;
12. Recomendação: colocar oficinas com filmes, curtas, etc.;
13. Integrantes do mini-curso: Suelio, Teodoro, Ciro e Idayana;
14. Orientação para a COENCE: tentar providenciar a cobertura do evento, através de fotografias e filmagens.

PROPOSTAS APRESENTAÇÃO DAS CASAS:
Segunda de noite junto com a cultural

PLENARINHA:
Quorum de 80% 11

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Enviado Idayana na lista nacional da SENCE
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nota de Esclarecimento do Piauí para SENCE BRASIL (Secretaria Nacional de Casas de Estudantes do Brasil)

Não bastavam as suspeitas fraudes que o presidente da Casa do Estudante do Piauí se envolveu, com fortes suspeitas de desvio da nossa verba, denunciamos ao Ministério Publico em forma oficial, a Secretaria Estadual da Educação e na impressa e nada foi feito até o presente momento.
Agora governo do Piauí na pessoa do Sr. governador Wellington Dias, juntamente com o candidato a sucessão do governo Sr. Secretário da Educação Antonio José Medeiros, envia um belo presente de natal aos estudante do Piauí solicitando que os residentes da residência masculina da (av. José santos e silva) e feminina (piçarra) de Teresina e da residência do município de Floriano deixe o prédio alugado pelo estado até o dia 20 (vinte) de dezembro de 2009, alegando que o estado não tem como arca com as despesas realizado com os alunos residentes, os alunos da residência masculina de Teresina nos procurou em nossa residência da Rui Barbosa – centro(VERDÂO) , procurando abrigo, mas como nossa casa comporta mais de 100 pessoas, e estar super lotada, mesmo assim a direção da residência juntamente com o outro presidente estão conversando entre si, afinal eles não conversa com os moradores a respeito desse assunto, estão procurando encaixar alguns moradores em nossa residência.
Os moradores da residência central nunca foram informados sobre o assunto, o presidente não tem dialogo. A nossa residência até o presente momento nunca recebeu um comunicado por parte do estado informando sobre esse acontecimento, o secretário de educação fica sempre ameaçando os estudantes da central (VERDÂO), mandado recado por meio de assessores que vai corta a verba que é repassada a residência.
Segundo assessoria de comunitária/SEDUC, na qual presta assistência a residência nos informou que os presidentes fizeram um acordo entro sim, presidentes e secretaria de educação.
Que nosso Natal e o ano de 2010, seja diferente como novas atitudes construtivas.

Att,
Estudante da Residência (VERDÂO)

Constancio Muniz
9433-2085
José Antônio de Sousa Oliveira
Sócio-morador da Casa do Estudante do Piauí
Serviço Social/ICF
(86) 9414.4497/8812. 4985


Enviado à lista da SENCE em 17/12/09
Postado por:
Idayana Marinho
Coordenação de Comunicação da SENCENNE
Casa da Estudante Universitária (CEU-F/UFPE)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Assistência Estudantil e encontros de estudantes

Para: FEMEH

Federeção do Movimento Estudantil de História

06/12/09

A SENCE – Secretaria Nacional de Casas de Estudantes, em consonância com suas últimas deliberações1, busca diálogo com a FEMEH - Federação do Movimento Estudantil de História no sentido de fortalecer a proximar as lutas dos movimentos sociais, neste caso o movimento estudantil.

Sendo a SENCE composta por estudantes de origem popular2, e mais especificamente residentes de casas de estudantes, apoia e reforça a luta do movimento estudantil de história na defesa de uma assistência estudantil de qualidade e de uma universidade popular, voltada para a classe trabalhadora.

É importante esta troca de experiências, pois não podemos fragmentar os movimentos esquecendo o objetivo em comum que é a transformação social, ou seja, a contrução de uma sociedade justa e igualitára. Contudo, as dificuldade inerentes aos/às estudantes de origem popular (gastos com transporte, alimentação, cópia, etc) impendem também de participarem de atividades para além da sala de aula, o que infelizmnete inclui o movimento estudantil.

Neste sentido, a SENCE proprõem à FEMEH a isenção na taxa de inscrição3 dos encontros estudantis de história para os/as estudantes de origem popular moradores e moradoras de casas de estudante. Com isso, fortalemos o movimento estudantil, podendo discutir com mais propriedade questões como assistência estudantil e universidade popular.


Cordialmente,
Secretaria Nacional de Casas de Estudantes Regional Norte Nordeste

sencebrasil@gmail.com / sencenne@gmail.com

sencebrasil.blogspot.com


1Ver algumas delicerações no anexo 1, retiradas do blog < sencebrasil.blogspot.com > .

2Para maior compreensão deste conceito acessar o documento “Histórico e Proposições do FEOP” no blog do Feop <>.

3Ver proposta em anexo.



Anexo 1 – Deliberações da SENCE


XXXIII SENCE (2009, UFPA)

GT 3 – Meios de inclusão no movimento estudantil de casas

  1. Utilizar as assembléias após cada encontro para divulgar a SENCE, o ENCE e os ERECE`s, focando suas deliberações e a importância do movimento de casas.

  2. Investir em manifestações artísticas para sensibilização e conscientização política, bem como aproveitar os eventos da universidade para dar visibilidade às Casas de Estudantes e ao movimento nacional de Casas.


XXXII SENCE (2008, UFSM)

MESA 2 GT 1 – Representatividade e legitimidade nas instâncias do governo e das universidades – como participa

1. Trabalhar em conjunto com as demais instâncias (DA ou CA, DCE, DAE) entidades estudantis dentro da universidade respeitando as especificidades de cada instituição.

MESA 2 GT 3 – A relação com os movimentos, oficiais e sociais (fonaprace, dces, etc.)

3. Maior participação dos residentes de cada casas de estudantes nos fóruns deliberativos da universidade.

MESA 3 GT 3 – Políticas de permanencia e acoes afirmativas

5. Apoio da SENCE as políticas de ações afirmativas e defender as cotas sociais e raciais nas comunidades.





ANEXO 2


PROPOSTA PARA EFETIVA A ISENÇÃO DE ESTUDANTES DE ORIGEM POPULAR NO ENCONTROS DE HISTÓRIA


Alguns elementos para nortear a política de isenção:


a) O período de isenção será divulgado e realizado com antecedência.

b) Terá direito à isenção o/a estudante que comprovar mediante declaração da instituição de ensino superior ou da respectiva entidade estudantil representativa na qual reconhece o/a estudante como beneficiária de politica de assistência estudantil ou de ação afirmativa.

As entidades podem ser a SENCE e o FEOP; o Conselho de Residêntes, Associação de Casas de Estudantes, a Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, o Departamento Universitário ou órgão institucional equivalente.


________
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Assistência estudantil não deve exigir contrapartidas

Debatedores do I Seminário sobre a Política de Assistência Estudantil concordam que aluno deve se dedicar somente aos estudos

Benefícios da assistência estudantil são direitos e não devem exigir contrapartidas do aluno. Essa foi a posição defendida por debatedores e participantes do I Seminário sobre a Política de Assistência Estudantil: desafios e perspectivas. O seminário acontece até quarta-feira, 9 de dezembro, no Auditório Dois Candangos.

“As únicas contrapartidas devem ser os objetivos do aluno dentro da universidade: a formação acadêmica e pessoal com qualidade”, afirmou a decana de Assuntos Comunitários da UnB, professora Rachel Nunes.

O professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Gabriel Palafox argumentou que a política assistencial não pode nem deve colocar nenhuma condição a não ser estudar e tirar boa nota. “Essa lógica mercadológica de que o estudante tem de oferecer algo em troca tem de ser superada”, critica.

O aluno de pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás (UFG) Suélio Araújo acredita que os estudantes de baixa renda que recebem benefícios têm o mesmo direito que os demais de se dedicar exclusivamente aos estudos. Na UFG, os discentes que recebem a Bolsa Permanência, um auxílio de R$ 220, precisam trabalhar 20h semanais na própria universidade, em sua maioria em atividades administrativas.

“Como esse aluno de baixa renda vai competir com os de classe média que podem se dedicar somente aos estudos e têm tempo para fazer estágio em sua área de atuação?”, questiona Suélio. Ele defende ainda que é direito do estudante ter tempo para atividades culturais e de lazer porque elas também enriquecem a formação do aluno.

INDICADORES – O gestor governamental do MEC Lucas Ramalho lembrou a necessidade de se criar indicadores para medir a eficácia das políticas de assistência estudantil no Brasil. “É preciso mostrar os resultados para garantir a continuidade dessas políticas em um quadro de mudança de governo em 2010”, explicou. O gestor sugeriu medir taxas de conclusão da graduação ou de evasão escolar para que se tenha um cenário de avaliação.

A decana Rachel Nunes lembra que o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) do MEC é recente, foi implantado em 2008, e por isso há dificuldade em definir indicadores. Mas acredita que até 2010 já seja possível levantar dados para comparar. E reforça: “Indicadores também são importantes para mostramos para a sociedade como o recurso está sendo investido e para podermos avaliar as políticas e atender cada vez melhor os alunos”.

Participaram da mesa de debates desta terça-feira o professor da UFU Gabriel Palafox, o pró-reitor de Assuntos da Comunidade Universitária da UFG Ernando Filizzola, a diretora de Apoio e Integração Acadêmica da UnB, Nina Laranjeiras e a coordenadora de Apoio e Pós-Graduação da UnB, Georgete Rodrigues. O reitor da UnB José Geraldo Junior e a secretária de Educação Superior do MEC Maria Paula Dallari Bucci participaram da mesa de abertura. As atividades do seminário nesta quarta-feira começam às 8h30 no Auditório Dois Candangos.

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enviado por antônio na lista nacional da SENCE.
retirado do site da UnB.
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

Confraternização de Residentes em Sergipe

No domingo, 29/12/09, aconteceu a confraternização das/os residentes de Sergipe. A reunião foi ótima, principalmente porque contou com a presença de residentes de todos os campi (Itabaiana, Laranjeiras e São Cristóvão). E mais, contou com ex-residentes também!!

A preparação foi cansaiva, levou um dia inteiro, sem contar a semana corrida pra agilizar da melhor forma possível.
Mas valeu a pena. Alegria, amigas, amigos, comidas, bebidas e muita música!!
Ainda tivemos três shows: um da madona (foto acima, Estevão, residente de Laranjeiras), dança com a Colegial Dalila (abaixo) e...

um pouco de voz, violão e emoção.
Diversos residentes tocaram, na foto acima temos Binho e John
Aqui foi a apresentação coletiva e presencial do Conselho de Residentes, gestão Mais Além...
O grupo já havia se apresentado nas eleições, ja fez visitas em cada casa discutindo assistência estudantil, mas essa foi a primeira oportunidade de se apresentarem a todos e todas reunidas.

Abraços e força na luta

danilo, feop/se
sencenne coord. regional

Blog da CEUL (Casa do Estudante Universitários Leopoldense)


Acesse aqui o blog Resistência Popular.


Enviado por: Rafael(residente da CEUL) à lista da SENCE
Postado no blog por: Idayana (Coord. de Comunicação da SENCENNE e residente da CEU-F/UFPE)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UFPel é escolhida para coordenação regional do Fonaprace


Durante o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), que se realizou recentemente em Belo Horizonte, foram escolhidas as coordenações regionais e nacionais do Fórum, sendo a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) escolhida para a Coordenação Regional da Zona Sul, representada pela pró-reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários, Carmen de Fátima de Mattos do Nascimento.

O Fonaprace tem por objetivo trabalhar na formação de uma política de assistência aos estudantes, para garantir-lhes o acesso e a permanência nas instituições de ensino, dando o suporte e assegurando-lhes as ferramentas necessárias para o desenvolvimento acadêmico e a conclusão do curso.Além disso, a UFPel ficou incumbida da realização de um encontro de assistentes sociais que fazem parte da Coordenação da Zona Sul. O Encontro aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), contendo a seguinte pauta:
1. Apresentação do trabalho de análise socioeconômica realizado pelas IFES;
2. Identificação de temas para serem discutidos e aprofundados;
3. Sugestões e encaminhamentos diante do tema.

Foram representadas no encontro, além da UFPel como organizadora e a UFRGS como sede, a Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Notícia retirada do site: http://ccs.ufpel.edu.br/wp/2009/12/07/ufpel-e-escolhida-para-coordenacao-regional-do-fonaprace/.

Idayana Marinho
Coordenação de Comunicação da SENCENNE
Estudante da Casa da Estudante Universitária Feminina(CEU-f/UFPE)

Vice-prefeita de Caetité se solidariza com a REG

"Nenhum passo atrás que não seja para tomar impulso"(Che).
Para conhecimento!

Divulgue essa notícia imprimindo-a e colando-a onde puder. Por favor, encaminhe para o máximo de contatos possíveis. Forte abraço da REG!
Em email encaminhado à REG, a vice-prefeita de Caetité, Dra Fátima, se solidariza com a luta dos estudantes de Guanambi. Veja abaixo:

"Parabéns, estudantes da residência de Guanambi. Quero neste momento solidarizar com vocês, pois já passamos por isso em Caetité em 1979, quando queiseram acabar com a nossa residência, foi uma luta que mobilizou todos os estudantes e os baianos, chegando a ser decretada uma greve de fome e fomos vitoriosos, depois houve um distanciamento da residência e da nossa sociedade, que acabou fechando bem posterior. Por acreditar na união de vocês e na ligação com o povo de Guanambi, esta luta vai ser vitoriosa. Vai em frente rapaziada." Maria de Fátima Silveira de Oliveira - vice prefeita de Caetité


Agradecemos profundamente a Dra Fátima pela mensagem de apoio. Sempre acreditamos que os laços que unem os nossos municípios devem ser cada vez mais fortificados. A luta dos povos não têm fronteira.


Casa Própria para a REG: nossa vitória, vitória do povo!
Acompanhe as lutas da REG: www.blogdareg. blogspot. com

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Notícia vinda da lista local da ACEB, enviado por Frederico pela lista da SENCE
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

ATO da casa do estudante universitário leopoldense em defesa da moradia

Onde: ceul (rua primeiro de março, 729, centro)
quando: 09 de dezembro, às 18h
o que vai ter: música, palavras de ordem e grafitagem
é importante a participação de todos e todas!

ceul realiza ato em defesa do direito à moradia estudantilA Casa do Estudante Universitário Leopoldense (CEUL) realizará na tarde desta quarta-feira, 09, um ato em defesa da moradia estudantil. A partir das dezoito horas, haverá grafitagem da fachada lateral do prédio, intervenção musical e palavras de ordem. A entidade, que se localiza na Rua Primeiro de Março, 729, Centro, encontra-se ameaçada pelo Projeto de Lei 184/2009, de autoria do Governo do Estado. Ele autoriza a venda e o leilão do imóvel pertencente ao Departamento Autônomo de Estrada e Rodagens (DAER/RS).

Os moradores contam com a participação de ex-residentes, amigos, estudantes da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), movimentos sociais e de toda comunidade da região metropolitana de Porto Alegre. O objetivo é dar publicidade à ação do Governo, que deseja acabar com uma organização responsável por abrigar universitários há mais de quarenta anos. Desde o dia 12 de agosto, o Projeto de Lei se encontra na Assembléia Legislativa e pode ser votado a qualquer instante.

Em nenhum momento, a CEUL recebeu qualquer notificação do documento, descobrindo por acaso um processo que pode dar rumos trágicos à entidade. Se o Projeto for aprovado pelos parlamentares, os moradores serão expulsos do local e a casa não terá como alojar estudantes da região metropolitana, que dividem entre si o custo da sobrevivência sem auxílio do Estado ou das universidades.


Esta é a segunda tentativa do DAER de vender o imóvel. Em 2006, um Projeto de Lei do Governo do Estado semelhante foi barrado no Legislativo pela mobilização dos moradores com o apoio da população. No entanto, o engavetamento daquela proposta não foi suficiente para diminuir o interesse imobiliário pela casa, situada em região central da cidade, o que a torna valorizada.

Sendo assim, a CEUL vem a público informar que não aceitará passivamente a imposição do Governo. A casa se encontra mais do que nunca em luta por moradia. Seus moradores já estão novamente mobilizados para o convencimento dos parlamentares que, pela experiência história, não virá sem pressão por parte da sociedade.

Ao longo da sua história, a Casa ajudou mais de 200 estudantes de baixa renda, que, beneficiados pela moradia barata, conseguiram concluir seus estudos, tornando-se profissionais dos mais diversos ramos. Na maioria, jovens oriundos de localidades distantes do Rio Grande do Sul ou mesmo de outros Estados. Todo ano dezenas de universitários procuram a CEUL em busca de um lugar para ficar, através da seleção de moradores ou de pedidos de hospedagem, inclusive para intercambistas.


Atualmente, a Casa abriga discentes de Administração, Arquitetura, Ciências Sociais, Comunicação Social, Direito, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia Elétrica, Formação de Músicos e Produtores de Rock, Gestão Ambiental, História e Letras da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Já existe um projeto de ampliação da CEUL para abrigar cerca de quarenta estudantes, mas que por falta de recursos ainda não foi efetivado.


Histórico

A Casa do Estudante Universitário Leopoldense tem sua origem em 1969, meses depois da inauguração da Unisinos. Naquele ano, um grupo de discentes da universidade resolve se reunir sob o mesmo teto, nas antigas dependências do pré-seminário pertecente à Associação Evangélica Evoti, dividindo despesas de aluguel e criando um ambiente de convívio estudantil.


A luta pelo direito a moradia teve início em 1977, quando a Associação obrigou os moradores a abandonar o prédio dentro do período de um mês, pois tinha outros interesses para o mesmo. Os estudantes resistiram e só saíram do local em abril de 1983, que passara a pertencer ao Museu Histórico de São Leopoldo. Sem alternativa, os moradores se transferiram para o prédio do Castelinho, atual Câmara Municipal de São Leopoldo.


Depois da ocupação do prédio pelos estudantes, a Prefeitura, descontente com o caso, resolveu pedir o destombamento do Castelinho para a ampliação da Avenida Dom João Becker. Em junho de 1983, a antiga Casa do Estudante é demolida, com desrespeito à lei, pois o prédio havia sido tombado pelo Patrimônio do Estado.

Após tentativa de reconstruir o Castelinho, os moradores se dividem e alguns mudam-se para o endereço da Rua Primeiro de Março, 729, Centro, em prédio cedido pelo DAER. Outros iniciam a construção de uma nova casa com sede na Avenida Unisinos, que viria ser fundada em 1991, recebendo o nome de Casa do Estudante Cristo Rei – CEUNI.

Para mais informações, eis os nossos contatos:

Casa do Estudante Universitário Leopoldense – (51) 3592-1668
Rafael Cavalcanti (comissão de Comunicação) – (51) 8198-9011
E-mail: casaceul@gmail.com
Blog: http://www.ceusaoleo.blogspot.com
Endereço: Rua Primeiro de Março, 729, Centro.
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Enviado na lista nacional da SENCE
danilo, feop/se
sencenne coord. regional

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sede da Ceul a perigo


Com 40 anos de história comemorados em 2009, a Casa do Estudante Universitário Leopoldense (Ceul) convive agora com o risco de venda da atual sede e despejo de seus moradores. Um projeto recente da governadora Yeda Crusius é a causa do pesadelo. Venda da Ceul pode ser votada a qualquer momento na Assembleia Legislativa. Localizada no centro de São Leopoldo, o imóvel pertence ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer/RS). O Projeto de Lei (PL) 184/2009, enviado pela governadora à Assembleia Legislativa no último dia 14 de agosto, autoriza a entidade a vender o prédio, que desde 1984 é ocupado pelos estudantes, com termo de autorização de uso obtido em 1990. Após ter uma proposta semelhante recusada pelo Legislativo em 2006, esta é a segunda tentativa de venda pelo Daer. De acordo com o texto encaminhado pela governadora, o interesse da autarquia é vender o prédio via processo licitatório. Em documento enviado ao Portal3, os dirigentes da Casa consideram o caso um “conluio com a especulação imobiliária de São Leopoldo, que visa ao lucro exorbitante à custa do despejo de estudantes”.
Má notícia chegou por acaso

O presidente da Ceul, Adimilson Renato, estudante de Ciências Sociais da Unisinos, afirma que os moradores não foram notificados sobre o PL, e que descobriu o documento casualmente, pesquisando na internet. “Buscava notícias que eventualmente saem sobre a Casa, e deparei com o documento. Foi um susto enorme, que gerou muita apreensão”. Após tomar conhecimento do fato, Renato comenta que o momento é de buscar apoio. “Queremos divulgar à sociedade o que aconteceu e buscar ajuda também da universidade. A moradia estudantil é um papel que caberia ao Estado e agora o próprio governo quer acabar com a entidade, jogando baixo”.

Nascida no mesmo ano em que a Unisinos, ao longo de sua história a Ceul já abrigou mais de 200 estudantes e intercambistas de baixa renda. Atualmente, residem 14 universitários, todos de diferentes cursos da Unisinos e da Uergs.
















Renato contou sobre o susto que levou ao deparar com o PL na internet


Aos simpatizantes da causa estudantil, o morador Rafael Cavalcanti, estudante de Jornalismo da Unisinos, ressalta que a Casa não irá desistir de manter sua sede atual: “Já estamos novamente mobilizados para o convencimento dos parlamentares, e para isso é preciso haver pressão. Quem quiser e puder contribuir com a luta, pode ajudar participando das atividades, moções de apoio e difundindo o fato”.

Acesse aqui o Projeto de Lei que autoriza a venda do imóvel pelo Daer.
Dia 26 de novembro de 2009

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