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Bruno Almeida dos SantosGraduando em Biblioteconomia e Documentação - UFBA
postado por danilo,
sence coord finanças 2010-2011
A Secretaria Nacional de Casas de Estudantes é um movimento social autônomo, independente e apartidário (mas não antipartidário) que se organiza de forma horizontal (sem direções centralizadas) através de colegiado.
Formada nos encontros nacionais, composta pelas/os coordenadoras/es eleitas/os no encontro regional, sendo 05 representantes de cada região.
Composta por Coordenadoria: Administrativa; de Cultura; de Finanças; de Comunicação; de Política; e Diversidade.
PNAES - PROGRAMA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL
Desde a extinção da rubrica específica (FHC, 1997) lutamos por uma verba específica para a Assistência Estudantil. A conquista do PNAES no final de 2007[1] foi um avanço, mas era preciso torná-lo permanente. Isso porque a verba foi liberada em três etapas: 2008, 2009 e 2010, mas nada garantia a sua renovação. Assim, em 2009, no XIII ENNECE (UFRN), definimos a luta para tornar o PNAES definitivo como o melhor caminho para o retorno de uma verba específica.
Ao final de 2010 o PNAES se tornou um decreto[2], o que nos garantiu mais segurança, visto que antes era apenas uma portaria (poderia ser revogada a qualquer momento), mas ainda não o tornou definitivo. Infelizmente não sabemos a situação do PNAES em se tratando de ter ser tornado lei ou não. Mas atualmente deixou de ser uma proposta do poder executivo (o que fazia a existência do PNAES a vontade do partido eleito) e passou a ser proposta de governo federal (independe do partido eleito pra presidência)[3].
Contudo, é um plano destinado apenas à IFES (universidades federais). Portanto, defendemos expansão do PNAES para toda e qualquer instituição de ensino que tenha estudantes necessitando de Assistência Estudantil para permanecer estudando.
Somando-se à luta mais ampla do PNAES – torná-lo permanente e estendido a todas as universidades públicas - também temos a pauta local, de cada universidade, que sintetizamos em duas:
(1) Buscar prestação de contas do PNAES: saber onde e como a verba foi gasta desde que a portaria foi lançada e divulgar ao máximo para que a luta por assistência estudantil não se restrinja às/aos residentes.
(2) Gestão democrática – Autonomia no uso da verba: as/os residentes e demais estudantes participantes dos programas de assistência estudantil, caso desejem, devem participar das discussões referentes à distribuição e aplicação das verbas da assistência estudantil.
Basicamente o PNAES garante verbas para ser aplicada na assistência estudantil. Apesar de indicar os eixos prioritários, fica a cargo da universidade distribuir e aplicar a verba. Normalmente é no começo do ano que as universidades planejam os gastos financeiros e é muito difícil mudar isso depois de aprovado o “plano anual de gestão”, pois provavelmente ouviremos como resposta “falta verba” ou “a verba já foi direcionada”, então o melhor é exigir no começo do ano reuniões que discutam a aplicação dos recursos[4]. Lembrando que:
Eixos prioritários do PNAES:
As ações de assistência estudantil do PNAES deverão ser desenvolvidas nas seguintes áreas: I - moradia estudantil; II - alimentação; III - transporte; IV - atenção à saúde; V - inclusão digital; VI - cultura; VII - esporte; VIII - creche; IX - apoio pedagógico; e X - acesso, participação e aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades e superdotação.
Nacionalmente falando, no último ENCE (Encontro Nacional de Casas d@ Estudante) ocorrido em Cuiabá – MT (2010), uma das propostas principais aprovadas foi a de que cada universidade criasse uma comissão permanente para discutir a destinação das verbas do PNAES. Isto porque muitas vezes a reitoria utiliza essas verbas para fins que não são prioritários ou nem são assistência estudantil. Há relatos de universidades que utilizaram a verba do PNAES para promover festivais enquanto a Casa d@ Estudante da referida universidade encontra-se em situação precária. Pelo documento final do encontro, estabelece-se também, que esta comissão deve ser paritária e composta por professor@s, reitoria e representantes discentes em vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, nós baixa-rendas[5].
[1] VASCONCELOS, Natalia Batista. Programa Nacional de Assistência Estudantil: uma análise da evolução da assistência estudantil ao longo da história da educação superior no brasil. Disponível em, http://www.catolicaonline.com.br/revistadacatolica/artigosv2n3/29-Pos-Graduacao.pdf, Acesso em 25 de junho de 2011.
Mais uma vez, em contraposição à flexibilidade e à disposição do movimento em negociar, o governo responde com intransigência à nova proposta da categoria. Na tarde de ontem, 02 de junho, o governo, através da CODES, afirmou, por email, que a proposta “não é aceitável para reabertura do processo de negociação, pois, a tabela apresentada e a proposta de agendamento de reunião prévia, entre outros pontos, já foram objeto de discussões anteriores, não gerando, portanto, fatos novos, justificadores de nova rodada.”
Diferente do afirmado pelo governo, a proposta enviada pelo Fórum das ADs, no dia 01 de junho (veja aqui), é diferente do discutido até então nas mesas de negociação. O documento propõe a redução do prazo de vigência do Acordo para 02 anos e diminuição do prazo de incorporação da CET para 03 anos. No entanto, o governo sequer se disponibilizou a discutir, em reunião com o movimento, a totalidade da proposta, mantendo suspensas as negociações.